A leitura dos textos Memórias de Livros de João Ubaldo Ribeiro e Leitura de Graciliano Ramos, além de possibilitar conhecer um pouco das memórias de infância desses autores me fez pensar a respeito do gosto pela leitura e pela escrita.
No caso de João Ubaldo, nota-se que este veio de uma família que possuía um bom poder aquisitivo e uma espécie de tradição do habito da leitura. Observa-se também que este relata tanto sua relação com seu pai quanto sua relação com a leitura de forma carinhosa, o que acaba por refletir em um texto leve e mais descontraído.
Em contrapartida, o primeiro contato de Graciliano Ramos com a leitura, assim como seu relacionamento com seu pai, parece ser tenso e cheio de dor. Esse sentimento também é passado através de seu texto, que me parece repleto de sofrimento.
Sempre considerei que a leitura e a escrita deveriam ser experiências prazerosas e que, para que tivessem continuidade era preciso que se respeitasse o tempo da cada indivíduo, ou seja, não se impusesse seu aprendizado. No entanto, pude observar que com relação aos autores lidos suas experiências (boas ou não) e o ambiente em que viveram acabaram por influenciar em seu estilo, mas não em sua dedicação pela leitura e pela escrita.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
REFLEXÃO - O ATO DE ESCREVER
Após o conhecimento e a reflexão sobre o processo cognitivo da escrita, quais são os benefícios deste estudo na prática da escrita? (Renata Padilha)
Considerando que estamos no final desta Oficina de Escrita e Leitura e após realizarmos uma série de postagens, penso ser interessante conhecer estudos sobre o processo cognitivo da escrita. Acredito que estes nos auxiliem a refletir a não somente a respeito de nossos processos de escrita e de nossa busca por responder nosso problema retórico, mas sobretudo em avaliar nosso aperfeiçoamento e nossos progressos adquiridos ao longo do curso.
Considerando que estamos no final desta Oficina de Escrita e Leitura e após realizarmos uma série de postagens, penso ser interessante conhecer estudos sobre o processo cognitivo da escrita. Acredito que estes nos auxiliem a refletir a não somente a respeito de nossos processos de escrita e de nossa busca por responder nosso problema retórico, mas sobretudo em avaliar nosso aperfeiçoamento e nossos progressos adquiridos ao longo do curso.
REFLEXÃO - HIPERTEXTO
Hoje em dia, vivemos em uma sociedade em que a tecnologia está cada vez mais presente. Com a chegada do hipertexto, como podemos usufruir da melhor maneira possível de suas ferramentas, afim de aumentar o conhecimento/informação sobre o assunto abordado? (Barbara)
Acredito que a importância do hipertexto enquanto uma ferramenta de pesquisa tecnologicamente avançada seja inquestionável. No entanto, com relação à sua utilização para aquisição de conhecimento, creio que haja tanto pontos positivos quanto negativos.
Um fator que considero positivo se refere a sua utilização para a realização de uma pesquisa básica a respeito de um determinado assunto, ou seja, à aquisição de conhecimentos gerais. Neste caso, após essa pesquisa inicial, esses conhecimentos poderiam ser complementados e aprofundados através de outras fontes como, por exemplo, através de livros. Outra possibilidade de utilização seria à busca por ilustrações, uma vez que a internet possui uma grande quantidade de imagens. Estas poderiam ser utilizadas tanto para complementar quanto para se iniciar um trabalho de pesquisa.
Em contrapartida, considero negativo pensar nessa ferramenta como sendo a única fonte de pesquisa e aquisição de conhecimento, ou seja, ignorar a existência de outras possibilidades de se obter uma determinada informação. Quando isto ocorre, pode-se ter tanto o limitar do saber quanto a obtenção de informações equivocadas, uma vez que, devido ao fato desta ser a única fonte de conhecimento, passa-se a acreditar em todas as informações fornecidas por ela.
Sendo assim, visando que os alunos tenham um conhecimento de qualidade, penso ser de extrema importância que o educador os ensine não somente a compreender o hipertexto como uma ferramenta, mas também como utilizá-lo de forma apropriada.
Acredito que a importância do hipertexto enquanto uma ferramenta de pesquisa tecnologicamente avançada seja inquestionável. No entanto, com relação à sua utilização para aquisição de conhecimento, creio que haja tanto pontos positivos quanto negativos.
Um fator que considero positivo se refere a sua utilização para a realização de uma pesquisa básica a respeito de um determinado assunto, ou seja, à aquisição de conhecimentos gerais. Neste caso, após essa pesquisa inicial, esses conhecimentos poderiam ser complementados e aprofundados através de outras fontes como, por exemplo, através de livros. Outra possibilidade de utilização seria à busca por ilustrações, uma vez que a internet possui uma grande quantidade de imagens. Estas poderiam ser utilizadas tanto para complementar quanto para se iniciar um trabalho de pesquisa.
Em contrapartida, considero negativo pensar nessa ferramenta como sendo a única fonte de pesquisa e aquisição de conhecimento, ou seja, ignorar a existência de outras possibilidades de se obter uma determinada informação. Quando isto ocorre, pode-se ter tanto o limitar do saber quanto a obtenção de informações equivocadas, uma vez que, devido ao fato desta ser a única fonte de conhecimento, passa-se a acreditar em todas as informações fornecidas por ela.
Sendo assim, visando que os alunos tenham um conhecimento de qualidade, penso ser de extrema importância que o educador os ensine não somente a compreender o hipertexto como uma ferramenta, mas também como utilizá-lo de forma apropriada.
REFLEXÃO - O ATO DE LER
“O não-leitor, diante de um texto escrito, não o compreende diretamente. Vê-se obrigado a transformá-lo em mensagem oral; é essa mensagem que ele entenderá. Esse trabalho de transformação é extremamente demorado e difícil, e não é possível, portanto, abordar dessa maneira um livro de trezentas páginas”.
A partir do trecho extraído do Livro A leitura em Questão de Jean Foucambert, elabore uma reflexão sobre o que seria transformar um texto escrito em mensagem oral e sobre qual a relação desse tipo de leitura com o gosto por livros e por textos escritos em geral. (Larissa)
Quando penso na transformação de um texto escrito em mensagem oral, logo me vem à mente a figura dos contadores de histórias. Estes profissionais têm o dom de passar oralmente a mensagem do texto escrito. No entanto acredito que estes também incitam a curiosidade e podem vir a incentivar o gosto pela leitura, pela aquisição de conhecimento.
Se pensarmos no ensino da escrita e da leitura, também podemos observar que os professores, assim como os contadores de histórias, comumente se utilizam da transformação de um texto escrito em mensagem oral. Com esta prática eles não só ensinam seus alunos, mas também podem incentivá-los a ler, mesmo que estes ainda não saibam ler.
A partir do trecho extraído do Livro A leitura em Questão de Jean Foucambert, elabore uma reflexão sobre o que seria transformar um texto escrito em mensagem oral e sobre qual a relação desse tipo de leitura com o gosto por livros e por textos escritos em geral. (Larissa)
Quando penso na transformação de um texto escrito em mensagem oral, logo me vem à mente a figura dos contadores de histórias. Estes profissionais têm o dom de passar oralmente a mensagem do texto escrito. No entanto acredito que estes também incitam a curiosidade e podem vir a incentivar o gosto pela leitura, pela aquisição de conhecimento.
Se pensarmos no ensino da escrita e da leitura, também podemos observar que os professores, assim como os contadores de histórias, comumente se utilizam da transformação de um texto escrito em mensagem oral. Com esta prática eles não só ensinam seus alunos, mas também podem incentivá-los a ler, mesmo que estes ainda não saibam ler.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
PERGUNTA - O ATO DE LER
Ao conceber a atividade da leitura como sendo um diálogo que se estabelece entre o leitor e o autor através do texto, nos deparamos com uma pluralidade da leituras. Em sua opinião, quais os pontos positivos e negativos desse fato para o ensino da leitura?
domingo, 13 de junho de 2010
REFLEXÃO - HISTÓRIA DA LEITURA
"O texto 'A história da leitura', apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você." (Samanta)
Através dos textos da Oficina de Escrita e Leitura e das leituras do curso como um todo, pude pensar bastante a respeito de meu processo de leitura. Observar qual a leitura, oral ou silenciosa, seria a mais adequada, de acordo com o tipo de texto a ser lido, foi um exercício bem interessante. Neste processo de reflexão pude perceber, por exemplo, que a leitura oral se adapta melhor no caso de textos que considero de difícil interpretação, uma vez que este tipo de leitura aumenta minha atenção e concentração. Por outro lado, notei que a utilização da leitura silenciosa é mais apropriada para textos cuja compreensão é mais simples. No entanto, observei que, independente da leitura ser silenciosa ou oral, necessito de um ambiente silencioso para realizá-la.
Através dos textos da Oficina de Escrita e Leitura e das leituras do curso como um todo, pude pensar bastante a respeito de meu processo de leitura. Observar qual a leitura, oral ou silenciosa, seria a mais adequada, de acordo com o tipo de texto a ser lido, foi um exercício bem interessante. Neste processo de reflexão pude perceber, por exemplo, que a leitura oral se adapta melhor no caso de textos que considero de difícil interpretação, uma vez que este tipo de leitura aumenta minha atenção e concentração. Por outro lado, notei que a utilização da leitura silenciosa é mais apropriada para textos cuja compreensão é mais simples. No entanto, observei que, independente da leitura ser silenciosa ou oral, necessito de um ambiente silencioso para realizá-la.
REFLEXÃO - A INVENÇÃO DA ESCRITA
"A escrita cuneiforme possibilitou maiores nuances de sentidos e matizes de significados, possibilitando assim o registro de uma literatura muito mais rica e complexa. A sofisticação na escrita aumentou muito, mas será que a escrita pode ser considerada tão rica ou eficiente quanto a nossa linguagem oral?" (Renata Catib)
A sofisticação da escrita acabou por levá-la a assumir um papel de destaque frente à linguagem oral. Um dos fatores que contribuiu para essa valorização foi sua dependência de leitores para decifrá-la, assim como a escassez destes. Outro fato importante ao longo da história da escrita, relatado no texto Os Livros na Idade Média, foi a dificuldade do acesso ao livro durante aquela época, passando a relacionar a escrita ao saber.
A linguagem oral, em contrapartida, é uma forma natural de comunicação, é de propriedade de todos, e possui a simplicidade como uma de suas peculiaridades mais marcantes. Além dessas características possui uma riqueza cultural que, infelizmente, são ignoradas e menosprezadas. Sendo assim, acredito que a valorização da escrita frente à linguagem oral seja mais uma questão cultural, que veio se formando ao longo da história.
A sofisticação da escrita acabou por levá-la a assumir um papel de destaque frente à linguagem oral. Um dos fatores que contribuiu para essa valorização foi sua dependência de leitores para decifrá-la, assim como a escassez destes. Outro fato importante ao longo da história da escrita, relatado no texto Os Livros na Idade Média, foi a dificuldade do acesso ao livro durante aquela época, passando a relacionar a escrita ao saber.
A linguagem oral, em contrapartida, é uma forma natural de comunicação, é de propriedade de todos, e possui a simplicidade como uma de suas peculiaridades mais marcantes. Além dessas características possui uma riqueza cultural que, infelizmente, são ignoradas e menosprezadas. Sendo assim, acredito que a valorização da escrita frente à linguagem oral seja mais uma questão cultural, que veio se formando ao longo da história.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
RESUMO: LEITURA, TEXTO E SENTIDO
O primeiro capítulo do livro Ler e compreender os sentidos do texto,de Ingedore Villaça Kok e Vanda Maria Elias, intitulado Leitura, texto e sentido aborda como se estabelece a relação entre a leitura e a compreensão do sentido dos textos. Ao longo do texto, as autoras apresentam as diferentes concepções de leitura, introduzem a concepção de um leitor ativo que faça da leitura um processo de ativação de conhecimento e construção de um sentido para o texto e destacam os fatores responsáveis pela compreensão da leitura.
A primeira concepção apresentada pelas autoras consiste na atividade da leitura focada nas idéias e intenções do autor. Neste caso, ignora-se as experiências e conhecimentos do leitor que, através da leitura do texto, tem como função compreender as intenções do autor, uma vez que o sentido se encontra centrado no autor.
Na segunda concepção abordada, a atividade da leitura se foca no texto como produto de uma codificação a ser decodificado. Considera-se, portanto, que a compreensão por parte do leitor se dá através do sentido das palavras e estruturas do texto, uma vez que o autor só existe enquanto texto.
Destacando-se das anteriores, a terceira concepção abordada deixa de focalizar somente no autor ou no texto e enfatiza a interação entre autor-texto-leitor, acreditando na atividade da leitura como um diálogo que se estabelece entre o autor e o leitor através do texto. Neste caso, o sentido do texto não é algo pré-definido, mas sim algo que se constrói a partir dessa interação e dos conhecimentos sociocognitivos de cada leitor, uma vez que esses conhecimentos são diferentes de um leitor para outro. Sendo assim, suas estratégias de leitura e seus objetivos são muito importantes.
As autoras enfatizam alguns fatores que interferem na compreensão da leitura como, por exemplo, os textos que exigem conhecimentos específicos por parte do leitor e textos que possuem uma legibilidade ruim devido ao material, à lingüística ou ao conteúdo. Também menciona que a diferença entre o contexto de produção (escrita) e o contexto de uso (leitura) do texto pode interferir na produção do sentido.
Portanto, as autoras defendem a leitura focada na interação entre autor-texto-leitor como um processo de ativação de conhecimento e construção de um sentido para o texto por parte do leitor.
A primeira concepção apresentada pelas autoras consiste na atividade da leitura focada nas idéias e intenções do autor. Neste caso, ignora-se as experiências e conhecimentos do leitor que, através da leitura do texto, tem como função compreender as intenções do autor, uma vez que o sentido se encontra centrado no autor.
Na segunda concepção abordada, a atividade da leitura se foca no texto como produto de uma codificação a ser decodificado. Considera-se, portanto, que a compreensão por parte do leitor se dá através do sentido das palavras e estruturas do texto, uma vez que o autor só existe enquanto texto.
Destacando-se das anteriores, a terceira concepção abordada deixa de focalizar somente no autor ou no texto e enfatiza a interação entre autor-texto-leitor, acreditando na atividade da leitura como um diálogo que se estabelece entre o autor e o leitor através do texto. Neste caso, o sentido do texto não é algo pré-definido, mas sim algo que se constrói a partir dessa interação e dos conhecimentos sociocognitivos de cada leitor, uma vez que esses conhecimentos são diferentes de um leitor para outro. Sendo assim, suas estratégias de leitura e seus objetivos são muito importantes.
As autoras enfatizam alguns fatores que interferem na compreensão da leitura como, por exemplo, os textos que exigem conhecimentos específicos por parte do leitor e textos que possuem uma legibilidade ruim devido ao material, à lingüística ou ao conteúdo. Também menciona que a diferença entre o contexto de produção (escrita) e o contexto de uso (leitura) do texto pode interferir na produção do sentido.
Portanto, as autoras defendem a leitura focada na interação entre autor-texto-leitor como um processo de ativação de conhecimento e construção de um sentido para o texto por parte do leitor.
quinta-feira, 20 de maio de 2010
BRINCAR DE ESCREVER
Era uma casa simples em uma cidade do interior. Tinha uma varanda grande e térrea que se abria para o jardim. Esse exibia lindos tons de verde, amarelo e vermelho, que harmonizavam com o muro terracota. O céu, de um azul infinito, abrigava um sol escaldante, que podia sentir-se através das quentes rajadas de vento. Este era o espaço que, durante as tardes de domingo, brincava com minhas filhas e onde nos reuníamos com suas amigas da escola e da vizinhança para criar e brincar.
Lembro-me que certa vez, sugeri às crianças que construíssemos uma caixa de correio. A idéia foi bem aceita, então juntamos sucata, criatividade e trabalho em equipe e nos deixamos levar. Nossa criação possuía uma base, feita de caixa de leite, de onde saía uma haste, feita de tubo de papel toalha que suportava o corpo principal. Este era uma caixa de sapatos e tinha uma abertura pequena para depositar as correspondências e outra maior para retirá-las. Apesar de ser feita de sucata, a nosso ver, o produto final ficou muito bom e parecia uma linda caixa de correio de jardim.
Mal terminada nossa criação, as crianças começaram a explorá-la, contentando-se, inicialmente, em depositar e retirar papeizinhos em branco através das aberturas. Aos poucos foram acrescentando novidades a sua brincadeira, como a figura do carteiro que, com sua bolsa a tiracolo e sua bicicleta, aparecia do jardim e entregava as correspondências. Depois começaram a colocar nomes nos papeizinhos para que estes chegassem a seus destinatários e a escrever pequenas frases.
Por fim, nossa criação acabou por extrapolar os limites do muro terracota e, a pedido das crianças e autorização da professoras, acabou por levá-la a sala de aula da escola, onde foi compartilhada com os amigos da classe e utilizada como instrumento de intercambio entre os alunos da turma da manhã e da tarde, que utilizavam a mesma sala.
Embora o tempo e a distancia tenham nos separado de nossas amigas, conseguimos manter aquele contato que começou com os pequenos papéis em branco e continuou com as maravilhosas cartas que ainda trocamos.
Lembro-me que certa vez, sugeri às crianças que construíssemos uma caixa de correio. A idéia foi bem aceita, então juntamos sucata, criatividade e trabalho em equipe e nos deixamos levar. Nossa criação possuía uma base, feita de caixa de leite, de onde saía uma haste, feita de tubo de papel toalha que suportava o corpo principal. Este era uma caixa de sapatos e tinha uma abertura pequena para depositar as correspondências e outra maior para retirá-las. Apesar de ser feita de sucata, a nosso ver, o produto final ficou muito bom e parecia uma linda caixa de correio de jardim.
Mal terminada nossa criação, as crianças começaram a explorá-la, contentando-se, inicialmente, em depositar e retirar papeizinhos em branco através das aberturas. Aos poucos foram acrescentando novidades a sua brincadeira, como a figura do carteiro que, com sua bolsa a tiracolo e sua bicicleta, aparecia do jardim e entregava as correspondências. Depois começaram a colocar nomes nos papeizinhos para que estes chegassem a seus destinatários e a escrever pequenas frases.
Por fim, nossa criação acabou por extrapolar os limites do muro terracota e, a pedido das crianças e autorização da professoras, acabou por levá-la a sala de aula da escola, onde foi compartilhada com os amigos da classe e utilizada como instrumento de intercambio entre os alunos da turma da manhã e da tarde, que utilizavam a mesma sala.
Embora o tempo e a distancia tenham nos separado de nossas amigas, conseguimos manter aquele contato que começou com os pequenos papéis em branco e continuou com as maravilhosas cartas que ainda trocamos.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
APRENDIZAGEM
Desde o início dessa oficina venho refletindo a respeito do que motiva as pessoas à leitura e à escrita, assim como qual deveria ser a postura de um professor ao tentar incentivar em seus alunos esses hábitos. O Behaviorismo ou Psicologia comportamental, uma das correntes da Psicologia que estuda a relação entre o indivíduo e seu ambiente em termos de comportamento, se estabelece como um dos métodos para se atingir tais objetivos.
Para o behaviorismo, o comportamento do indivíduo se constitui por uma resposta que é emitida diante de um conjunto de estímulos do ambiente. Esta resposta, por sua vez, é seguida por uma conseqüência que pode vir a agir novamente sobre a própria resposta, reforçando-a, ou seja, condicionando-a. Esse ato de reforçar a resposta do indivíduo constitui um mecanismo de aprendizagem, uma moldagem de comportamento, aprende-se um comportamento novo.
Segundo os behavioristas, esta teoria auxilia a compreensão do comportamento da escrita e da leitura. Neste caso, o ato da escrita e da leitura (resposta emitida) normalmente acontece a partir do incentivo por parte do professor que, ao elogiar o texto de seu aluno (conseqüência), estimulá-o a continuar lendo e escrevendo. No entanto o ideal seria que o professor substituísse seu incentivo, que é um reforçador arbitrário, por um reforçador natural, ou seja, que a própria leitura e escrita reforçassem a resposta. Desta maneira, o professor poderia sair de cena.
Para o behaviorismo, o comportamento do indivíduo se constitui por uma resposta que é emitida diante de um conjunto de estímulos do ambiente. Esta resposta, por sua vez, é seguida por uma conseqüência que pode vir a agir novamente sobre a própria resposta, reforçando-a, ou seja, condicionando-a. Esse ato de reforçar a resposta do indivíduo constitui um mecanismo de aprendizagem, uma moldagem de comportamento, aprende-se um comportamento novo.
Segundo os behavioristas, esta teoria auxilia a compreensão do comportamento da escrita e da leitura. Neste caso, o ato da escrita e da leitura (resposta emitida) normalmente acontece a partir do incentivo por parte do professor que, ao elogiar o texto de seu aluno (conseqüência), estimulá-o a continuar lendo e escrevendo. No entanto o ideal seria que o professor substituísse seu incentivo, que é um reforçador arbitrário, por um reforçador natural, ou seja, que a própria leitura e escrita reforçassem a resposta. Desta maneira, o professor poderia sair de cena.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
OS LIVROS NA IDADE MÉDIA - RESUMO
No capítulo III, denominado Os Livros na Idade Média, do livro Homens e saber na Idade Média, Jacques Verger relata a dificuldade do acesso ao livro naquela época. Através de dados históricos expõe os elevados custos de confecção de um livro, identifica os homens de saber como seus maiores detentores e descreve sua lenta e restrita difusão apesar da transição do livro manuscrito para o livro impresso.
Os altos custos do material de suporte de um livro (pergaminho) e a mão-de-obra dos copistas destacavam-se entre os obstáculos de ordem econômica que interferiam no custo de confecção e aquisição de um livro. A idéia da substituição do pergaminho pelo papel, que permitiria uma redução no custo do livro, só viria a ser largamente difundida a partir dos séculos XIV e XV, apesar da difusão do papel ter se iniciado no século XII. Como alternativa aos copistas profissionais, que eram lentos e onerosos, surgiram os copistas “amadores” e o sistema de pecia (subdivisão de um livro em diversos cadernos, possibilitando a utilização simultânea por vários copistas). Devido ao alto custo de um livro e, conseqüentemente, seu difícil acesso valorizava-se as grandes bibliotecas e seus detentores, que eram conhecidos como homens de saber. Dentre as principais bibliotecas, classificadas de acordo com sua dimensão, tínhamos: as principescas, as eclesiásticas e as universitárias.
Com a invenção da tipografia, no século XV, iniciou-se uma transição do livro manuscrito para o livro impresso. A difusão da tipografia foi inicialmente restrita à Alemanha, à Itália e à França e não eliminou a figura do copista, que permaneceu até meados do século XVI. Essa transição também foi lenta, uma vez que, devido à baixa aceitação do livro impresso, realizavam-se modestas tiragens. Nota-se, portanto que os progressos do livro impresso, até 1500, pouco interferiram nas proporções e composições das bibliotecas dos homens de saber. No entanto, a difusão da imprensa possibilitou um alargamento do público da cultura escrita e das “bibliotecas mínimas”.
Os altos custos do material de suporte de um livro (pergaminho) e a mão-de-obra dos copistas destacavam-se entre os obstáculos de ordem econômica que interferiam no custo de confecção e aquisição de um livro. A idéia da substituição do pergaminho pelo papel, que permitiria uma redução no custo do livro, só viria a ser largamente difundida a partir dos séculos XIV e XV, apesar da difusão do papel ter se iniciado no século XII. Como alternativa aos copistas profissionais, que eram lentos e onerosos, surgiram os copistas “amadores” e o sistema de pecia (subdivisão de um livro em diversos cadernos, possibilitando a utilização simultânea por vários copistas). Devido ao alto custo de um livro e, conseqüentemente, seu difícil acesso valorizava-se as grandes bibliotecas e seus detentores, que eram conhecidos como homens de saber. Dentre as principais bibliotecas, classificadas de acordo com sua dimensão, tínhamos: as principescas, as eclesiásticas e as universitárias.
Com a invenção da tipografia, no século XV, iniciou-se uma transição do livro manuscrito para o livro impresso. A difusão da tipografia foi inicialmente restrita à Alemanha, à Itália e à França e não eliminou a figura do copista, que permaneceu até meados do século XVI. Essa transição também foi lenta, uma vez que, devido à baixa aceitação do livro impresso, realizavam-se modestas tiragens. Nota-se, portanto que os progressos do livro impresso, até 1500, pouco interferiram nas proporções e composições das bibliotecas dos homens de saber. No entanto, a difusão da imprensa possibilitou um alargamento do público da cultura escrita e das “bibliotecas mínimas”.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
OS LIVROS NA IDADE MÉDIA
No capítulo III, denominado Homens e saber na Idade Média, do livro Os Livros na Idade Média, Jacques Verger relata a dificuldade do acesso ao livro naquela época. Através de dados históricos, expõe os elevados custos de confecção de um livro, identifica os homens de saber como seus maiores detentores e descreve sua lenta e restrita difusão apesar da transição do livro manuscrito para o livro impresso.
quinta-feira, 22 de abril de 2010
MAIS ESTRANHO QUE A FICÇÃO
“Durante o longo período da redação você vive entre a sua existência real e a imaginária, entre a sua cotidianidade e o romance; mas à medida que avança no trabalho, o campo do narrativo vai se apropriando de um espaço maior. Até que chega o dia, quando o livro já está bem adiantado, em que as paredes que separam os dois mundos parecem começar a fundir-se.” (pag. 50-51)
Este trecho do livro “A louca da casa” de Rosa Monteiro foi citado em nossa roda de leitura e também foi o motivo pela qual uma colega de classe me indicou o filme “Mais estranho que a ficção” (2006, dirigido por Marc Foster). Este conta a história de um homem que começa a ouvir sua vida sendo narrada por uma mulher, até que certo dia escuta ela dizer que ele estava prestes a morrer. Acreditando fazer parte de um conto, ele procura ajuda de um especialista em literatura e parte a procura de sua narradora para evitar seu triste fim.
Este filme, assim como o livro de Rosa Monteiro, nos mostra o quanto é tênue para o escritor a divisa entre a criação literária e a vida real. “(...) o romance cresce e cresce até inundar o território do real.” (pag.51)
Este trecho do livro “A louca da casa” de Rosa Monteiro foi citado em nossa roda de leitura e também foi o motivo pela qual uma colega de classe me indicou o filme “Mais estranho que a ficção” (2006, dirigido por Marc Foster). Este conta a história de um homem que começa a ouvir sua vida sendo narrada por uma mulher, até que certo dia escuta ela dizer que ele estava prestes a morrer. Acreditando fazer parte de um conto, ele procura ajuda de um especialista em literatura e parte a procura de sua narradora para evitar seu triste fim.
Este filme, assim como o livro de Rosa Monteiro, nos mostra o quanto é tênue para o escritor a divisa entre a criação literária e a vida real. “(...) o romance cresce e cresce até inundar o território do real.” (pag.51)
quarta-feira, 14 de abril de 2010
A LOUCA DA CASA
Em seu livro “A louca da casa” Rosa Monteiro vai muito além do ato de escrever sobre a escrita. Ela nos proporciona uma compreensão da essência do ser escritor, abordando questões que o sensibiliza como a vida, a paixão, a morte, a imaginação, o medo, o silêncio (emudecer), a vaidade, as lembranças, a eternidade, a crítica (autocrítica), a loucura, dentre outros. Para elucidar essas questões utiliza de uma narrativa romanceada, de seu vasto conhecimento de biografias e sua autobiografia, mas sempre questionando o que é real e o que é imaginário.
“Para ser, temos que nos narrar, e nessa conversa sobre nós mesmos há muitíssima conversa fiada: nós nos mentimos, nos imaginamos, nos enganamos”. (pag. 8)
“Falar de literatura, então, é falar da vida; da própria vida e da vida dos outros, da felicidade e da dor. E é também falar do amor, porque a paixão é o maior invento das nossas existências inventadas, a sombra de uma sombra, a pessoa adormecida que sonha que está sonhando. E bem lá no fundo de tudo, para além das nossas fantasmagorias e nossos delírios, momentaneamente contida por esse punhado de palavras tal como o dique de areia de um menino contém as ondas da praia, surge a Morte, tão real, mostrando suas orelhas amarelas.” (pag. 12)
Assim como compreender estas e outras questões acaba por aproximar o escritor de seu texto e de si mesmo, a leitura deste envolvente livro nos dá o privilégio de nos aproximar e melhor conhecer esse fascinante ser.
“Para ser, temos que nos narrar, e nessa conversa sobre nós mesmos há muitíssima conversa fiada: nós nos mentimos, nos imaginamos, nos enganamos”. (pag. 8)
“Falar de literatura, então, é falar da vida; da própria vida e da vida dos outros, da felicidade e da dor. E é também falar do amor, porque a paixão é o maior invento das nossas existências inventadas, a sombra de uma sombra, a pessoa adormecida que sonha que está sonhando. E bem lá no fundo de tudo, para além das nossas fantasmagorias e nossos delírios, momentaneamente contida por esse punhado de palavras tal como o dique de areia de um menino contém as ondas da praia, surge a Morte, tão real, mostrando suas orelhas amarelas.” (pag. 12)
Assim como compreender estas e outras questões acaba por aproximar o escritor de seu texto e de si mesmo, a leitura deste envolvente livro nos dá o privilégio de nos aproximar e melhor conhecer esse fascinante ser.
MERGULHO NUM LAGO GELADO
No texto “Mergulho num lago gelado”, Susan Stang fala do quanto considera estreita a ligação entre a leitura e a escrita. Ao longo do texto ela aborda algumas formas nas quais estas podem se relacionar, como a leitura pode vir a despertar o impulso de escrever e a utilização da leitura, da releitura e da reescrita durante a produção da escrita.
“Ler geralmente precede o escrever. E o impulso de escrever é quase sempre despertado pela leitura.”
Com relação à escrita, o projeto começa em nível de idéias, uma espécie de “escrita mental”. Começar a escrever e concretizar essas idéias é o que Susan Stang considerou como “um mergulho num lago gelado”. Em seguida o escritor se dedica a aperfeiçoar seu texto e para tal rele e reescreve-o quantas vezes achar necessário.
No entanto, a autora considera que há uma diferença entre a leitura e a escrita. Segundo ela, a leitura é uma vocação que pode vir a ser aprimorada através da prática, além de possibilitar uma ampliação da consciência. Já o ato da escrita carrega consigo uma constante insatisfação e responsabilidade por parte do escritor que, ao considerar a importância da literatura, deve se preocupar com o que está produzindo.
Esta preocupação parece pertinente, pois não se pode considerar a importância da leitura separadamente da qualidade da produção literária. Eis o grande desafio de um bom escritor.
“Ler geralmente precede o escrever. E o impulso de escrever é quase sempre despertado pela leitura.”
Com relação à escrita, o projeto começa em nível de idéias, uma espécie de “escrita mental”. Começar a escrever e concretizar essas idéias é o que Susan Stang considerou como “um mergulho num lago gelado”. Em seguida o escritor se dedica a aperfeiçoar seu texto e para tal rele e reescreve-o quantas vezes achar necessário.
No entanto, a autora considera que há uma diferença entre a leitura e a escrita. Segundo ela, a leitura é uma vocação que pode vir a ser aprimorada através da prática, além de possibilitar uma ampliação da consciência. Já o ato da escrita carrega consigo uma constante insatisfação e responsabilidade por parte do escritor que, ao considerar a importância da literatura, deve se preocupar com o que está produzindo.
Esta preocupação parece pertinente, pois não se pode considerar a importância da leitura separadamente da qualidade da produção literária. Eis o grande desafio de um bom escritor.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
ESCRITORES DA LIBERDADE
O filme “Escritores da Liberdade” ("Freedom Writers", EUA – 2007), dirigido por Richard LaGravenese, é baseado na história real de Erin Gruwell uma professora idealista que acreditava na educação e na escola, como uma alternativa de solução para os problemas de jovens considerados delinqüentes e que viviam em gangues num contexto onde a tensão étnica atingia altos níveis.
Uma constante luta por raça, orgulho e respeito, esta é a dura realidade à qual esses jovens eram expostos diariamente. Neste cenário surge Erin Gruwell, uma professora que se dispõe a lecionar Lingua Inglesa e Literatura para esses jovens. Segundo ela, a luta por melhorar suas condições deveria começar em sala de aula e não defendendo-os em tribunais de justiça (onde a batalha já estaria perdida).
Após tentativas frustradas de ensinar seus alunos e sem apoio por parte da diretoria da escola, ela percebe que para realmente conseguir ensiná-los precisaria conhecê-los melhor e obter seu respeito, assim como lhes ensinar a respeitar uns aos outros. Era preciso aproximar-se, compreender suas situações, para depois conseguir ultrapassar suas barreiras e adquirir confiança. Para tal ela propõe que começassem a escrever um diário, dando-lhes total liberdade de expressão e privacidade.
Ao escreverem seus diários os alunos começaram a pensar e refletir sobre suas próprias vidas. Através da escrita de suas próprias histórias e da leitura das histórias dos outros eles aprenderam o significado de tolerância.
Assistir “Escritores da Liberdade” me fez refletir sobre os benefícios de uma educação que, através da escrita e da leitura, se aproxima dos jovens e os auxilia a adquirir uma maior conscientização de si mesmo e da importância da vida em comunidade.
Uma constante luta por raça, orgulho e respeito, esta é a dura realidade à qual esses jovens eram expostos diariamente. Neste cenário surge Erin Gruwell, uma professora que se dispõe a lecionar Lingua Inglesa e Literatura para esses jovens. Segundo ela, a luta por melhorar suas condições deveria começar em sala de aula e não defendendo-os em tribunais de justiça (onde a batalha já estaria perdida).
Após tentativas frustradas de ensinar seus alunos e sem apoio por parte da diretoria da escola, ela percebe que para realmente conseguir ensiná-los precisaria conhecê-los melhor e obter seu respeito, assim como lhes ensinar a respeitar uns aos outros. Era preciso aproximar-se, compreender suas situações, para depois conseguir ultrapassar suas barreiras e adquirir confiança. Para tal ela propõe que começassem a escrever um diário, dando-lhes total liberdade de expressão e privacidade.
Ao escreverem seus diários os alunos começaram a pensar e refletir sobre suas próprias vidas. Através da escrita de suas próprias histórias e da leitura das histórias dos outros eles aprenderam o significado de tolerância.
Assistir “Escritores da Liberdade” me fez refletir sobre os benefícios de uma educação que, através da escrita e da leitura, se aproxima dos jovens e os auxilia a adquirir uma maior conscientização de si mesmo e da importância da vida em comunidade.
quarta-feira, 31 de março de 2010
REFLEXÃO
Explorar o universo da escrita através dos depoimentos de grandes escritores é uma experiência de reflexão, que nos instiga a pensar, ou repensar, nosso próprio processo de escrita e, conseqüentemente, nos permite desmistificar antigos paradigmas.
A leitura dos depoimentos de escritores do livro Como Escrevo?, de José Domingues de Brito, do livro A louca da casa, de Rosa Monteiro, e do texto A Filosofia da Composição me incitou a refletir sobre o motivo que levava tais escritores a escrever, ou não escrever, sobre seu processo de escrita.
No texto A Filosofia da Composição, Edgar Allan Poe comenta:
“Muitos escritores, especialmente os poetas, preferem deixar que acreditemos que escrevem graças a uma espécie de sutil frenesi ou de intuição extática; teriam verdadeiros calafrios se tivessem que permitir ao publico dar uma olhadela por trás da cortina, para contemplar os trabalhos e vacilantes embriões de pensamentos [...] Quanto a mim, não compartilho com a repugnância do que acabo de falar, nem encontro a menor dificuldade em recordar a marcha progressiva de todas as minhas composições.”
Observei que estes motivos podem não só variar de um escritor para outro, como podem ser de origem tanto emocional quanto racional. No entanto, a investigação de tais processos é que nos possibilita uma nova visão do ato de escrever.
Retomando questões abordadas em nossa aula de Psicologia a respeito da existência humana, comecei a fazer um paralelo entre o ser humano e o ser escritor, uma vez que considero que ambos buscam conhecer e compreender o sentido do ser. “Aos homens não basta saber que existem, mas para quê existem” (Viktor Frankl). Assim como o ser humano passa quase que toda a sua vida buscando respostas sobre sua existência, me questionei se o escritor, através do ato de escrever sobre a escrita (uma questão que o sensibiliza), também busque suas respostas.
Em seu livro A louca da casa, Rosa Monteiro comenta:
“Eu também senti a furiosa chamada dessa pulsão, ou desse vício, e dizia que vinha anotando idéias há um bom tempo quando fui percebendo, pouco a pouco, que não podia falar da literatura sem falar da vida; da imaginação sem falar dos sonhos cotidianos; da invenção narrativa sem levar em conta que a primeira mentira é o real. E, assim, o projeto do livro foi ficando cada vez mais impreciso e mais confuso, coisa por outro lado natural, ao ir-se misturando com a existência.”(pag.9)
Tais respostas, assim como as da existência humana, talvez nunca sejam alcançadas, porem essa constante busca por adquiri-las acaba por aproximar, cada vez mais, o escritor de seu texto e, conseqüentemente, de si mesmo; fazendo com que muitas vezes sua obra se misture com sua própria existência. O ato de compreender a escrita, um ato propriamente humano, acaba por responsabilizar o escritor por sua própria existência.
“A autoria da vida requer pensamento, requer reflexão. (...) Todos somos autores da nossa vida, mas nem sempre podemos ter sua autoria. O pensar (e o escrever) favorece a autoria da existência.” (CRITELLI, Dulce. O ofício de pensar. In: Rev. Educação: Hannah Arendt pensa a educação. São Paulo: Segmento, n.4, 2006, p.82)
A leitura dos depoimentos de escritores do livro Como Escrevo?, de José Domingues de Brito, do livro A louca da casa, de Rosa Monteiro, e do texto A Filosofia da Composição me incitou a refletir sobre o motivo que levava tais escritores a escrever, ou não escrever, sobre seu processo de escrita.
No texto A Filosofia da Composição, Edgar Allan Poe comenta:
“Muitos escritores, especialmente os poetas, preferem deixar que acreditemos que escrevem graças a uma espécie de sutil frenesi ou de intuição extática; teriam verdadeiros calafrios se tivessem que permitir ao publico dar uma olhadela por trás da cortina, para contemplar os trabalhos e vacilantes embriões de pensamentos [...] Quanto a mim, não compartilho com a repugnância do que acabo de falar, nem encontro a menor dificuldade em recordar a marcha progressiva de todas as minhas composições.”
Observei que estes motivos podem não só variar de um escritor para outro, como podem ser de origem tanto emocional quanto racional. No entanto, a investigação de tais processos é que nos possibilita uma nova visão do ato de escrever.
Retomando questões abordadas em nossa aula de Psicologia a respeito da existência humana, comecei a fazer um paralelo entre o ser humano e o ser escritor, uma vez que considero que ambos buscam conhecer e compreender o sentido do ser. “Aos homens não basta saber que existem, mas para quê existem” (Viktor Frankl). Assim como o ser humano passa quase que toda a sua vida buscando respostas sobre sua existência, me questionei se o escritor, através do ato de escrever sobre a escrita (uma questão que o sensibiliza), também busque suas respostas.
Em seu livro A louca da casa, Rosa Monteiro comenta:
“Eu também senti a furiosa chamada dessa pulsão, ou desse vício, e dizia que vinha anotando idéias há um bom tempo quando fui percebendo, pouco a pouco, que não podia falar da literatura sem falar da vida; da imaginação sem falar dos sonhos cotidianos; da invenção narrativa sem levar em conta que a primeira mentira é o real. E, assim, o projeto do livro foi ficando cada vez mais impreciso e mais confuso, coisa por outro lado natural, ao ir-se misturando com a existência.”(pag.9)
Tais respostas, assim como as da existência humana, talvez nunca sejam alcançadas, porem essa constante busca por adquiri-las acaba por aproximar, cada vez mais, o escritor de seu texto e, conseqüentemente, de si mesmo; fazendo com que muitas vezes sua obra se misture com sua própria existência. O ato de compreender a escrita, um ato propriamente humano, acaba por responsabilizar o escritor por sua própria existência.
“A autoria da vida requer pensamento, requer reflexão. (...) Todos somos autores da nossa vida, mas nem sempre podemos ter sua autoria. O pensar (e o escrever) favorece a autoria da existência.” (CRITELLI, Dulce. O ofício de pensar. In: Rev. Educação: Hannah Arendt pensa a educação. São Paulo: Segmento, n.4, 2006, p.82)
segunda-feira, 22 de março de 2010
ALGO MAIS
Escrever um texto que relacionasse meu processo de leitura do poema O corvo, de Edgard Allan Poe, com o texto A filosofia da composição, de mesmo autor, não foi uma tarefa fácil. Para auxiliar minha reflexão, resolvi relembrar o processo desde seu início.
Tudo começou com as leituras, nada produtivas, da biografia do autor e de seu poema. Em seguida, relatei o quanto conturbado havia sido meu processo de leitura e fui questionada de como deveria proceder quando minha leitura se realizava desta maneira e o que fazer para realizar uma boa leitura. A primeira resposta que veio a minha mente foi a de que deveria estar em um ambiente silencioso, que permitisse minha concentração e, conseqüentemente, minha compreensão do texto.
Em seguida, foi solicitada a leitura do texto A filosofia da composição, no qual o autor compartilha com seus leitores o desenrolar de seu processo de elaboração do poema O corvo. Esta leitura me surpreendeu, pois não imaginava que por traz deste poema, que havia considerado como romântico, poderia haver um processo tão racional, meticulosamente calculado, e de forma tão dissociada emocionalmente por parte do autor.
Ao final, refleti sobre meu processo de leitura e percebi o quanto estava errada em acreditar que somente um ambiente silencioso bastaria para ter uma boa compreensão do poema lido. Era preciso algo mais, como informações e leituras adicionais à leitura do poema. Talvez este seja o motivo da escolha deste poema para estudo. Acredito que este se destaque entre os demais de sua época por possuir uma explicação, por parte do autor, de seu processo; permitindo assim uma melhor compreensão. Considero que a falta destas informações pode, além de dificultar a compreensão, vir a causar falsas impressões a respeito do texto.
Tudo começou com as leituras, nada produtivas, da biografia do autor e de seu poema. Em seguida, relatei o quanto conturbado havia sido meu processo de leitura e fui questionada de como deveria proceder quando minha leitura se realizava desta maneira e o que fazer para realizar uma boa leitura. A primeira resposta que veio a minha mente foi a de que deveria estar em um ambiente silencioso, que permitisse minha concentração e, conseqüentemente, minha compreensão do texto.
Em seguida, foi solicitada a leitura do texto A filosofia da composição, no qual o autor compartilha com seus leitores o desenrolar de seu processo de elaboração do poema O corvo. Esta leitura me surpreendeu, pois não imaginava que por traz deste poema, que havia considerado como romântico, poderia haver um processo tão racional, meticulosamente calculado, e de forma tão dissociada emocionalmente por parte do autor.
Ao final, refleti sobre meu processo de leitura e percebi o quanto estava errada em acreditar que somente um ambiente silencioso bastaria para ter uma boa compreensão do poema lido. Era preciso algo mais, como informações e leituras adicionais à leitura do poema. Talvez este seja o motivo da escolha deste poema para estudo. Acredito que este se destaque entre os demais de sua época por possuir uma explicação, por parte do autor, de seu processo; permitindo assim uma melhor compreensão. Considero que a falta destas informações pode, além de dificultar a compreensão, vir a causar falsas impressões a respeito do texto.
terça-feira, 16 de março de 2010
RITUAL DE ESCRITA
Nunca pensei que teria um ritual de escrita, mas depois de ler o livro Como escrevo? de José Domingo de Brito, e de refletir um pouco sobre o modo como produzi minhas postagens, percebi que havia algo em comum entre elas.
Meu ritual começa quando estou dirigindo de volta para minha casa após deixar minhas filhas na escola. Fecho os vidros do carro, ligo o ar condicionado e desligo o radio, abafando o som externo e me isolando do mundo lá fora. Então penso em um tema e começo a redigir um texto mentalmente. Quando o transito pára, anoto frases e algumas palavras em um bloco que deixo no banco ao lado. Durante esse percurso, que dura de trinta a quarenta minutos, faço meu rascunho inicial. Ao chegar em casa, sento na varanda, com meu rascunho, um bloco de papel, lápis e borracha; e começo a organizar minhas idéias e, conseqüentemente, o texto. Esta parte do processo é a mais penosa e carece de muito empenho para que o produto final fique de acordo com o esperado. Ao final, escrevo meu texto a mão livre e só passo para o computador quando este já está praticamente pronto.
Meu ritual começa quando estou dirigindo de volta para minha casa após deixar minhas filhas na escola. Fecho os vidros do carro, ligo o ar condicionado e desligo o radio, abafando o som externo e me isolando do mundo lá fora. Então penso em um tema e começo a redigir um texto mentalmente. Quando o transito pára, anoto frases e algumas palavras em um bloco que deixo no banco ao lado. Durante esse percurso, que dura de trinta a quarenta minutos, faço meu rascunho inicial. Ao chegar em casa, sento na varanda, com meu rascunho, um bloco de papel, lápis e borracha; e começo a organizar minhas idéias e, conseqüentemente, o texto. Esta parte do processo é a mais penosa e carece de muito empenho para que o produto final fique de acordo com o esperado. Ao final, escrevo meu texto a mão livre e só passo para o computador quando este já está praticamente pronto.
sábado, 13 de março de 2010
O CORVO, DE EDGARD ALLAN POE
Antes de começar a leitura do poema O corvo, de Edgard Allan Poe, pesquisei sobre sua vida e obra no Wikipédia. Durante esta leitura, um tanto quanto conturbada, minha atenção ficou ziguezagueando entre o conteúdo do texto e o das conversas paralelas na sala de aula. Apesar de pouco absorver, deixei a internet de lado e dediquei-me a leitura do poema. Iniciei lendo o título e, por parecer algo relacionado à morte, não me agradou muito. Notei que a tradução era de Fernando Pessoa, mas não dei muita importância e segui a leitura do poema. As conversas paralelas, assim como o barulho da digitação, se intensificaram e continuaram roubando minha atenção, dificultando minha compreensão. Então decidi ler cada verso duas vezes para ter certeza de que não estava lendo alguma palavra de forma errada. A palavra umbrais apareceu varias vezes e voltei a lembrar-me da morte. Notei também palavras estranhas, como qu’ria e desp’rança, que me remeteram ao tradutor e ao português de Portugal. Imaginei que talvez fosse este o motivo de minha dificuldade em entender. Na sexta estrofe quando ele fala do som do vento batendo na janela lembrei-me de cenas do filme O morro dos ventos Uivantes (1939). Adoro esse filme! Por fim confesso que apesar de terminar minha leitura, pouco compreendi.
sexta-feira, 12 de março de 2010
CAMINHOS TORTUOSOS
Separei os textos e sentei na varanda para começar a ler. Li primeiro o nome dos autores e logo me lembrei daquele poema complicado do João Cabral de Mello Neto que lemos em classe, então achei melhor começar pelos textos da Raquel de Queiroz. Optei por começar com o texto Escrever e deixar para o final o texto A "inspiração" não vem para todos, que me despertou mais curiosidade. Durante a leitura, e sem me dar conta, comecei a pinçar algumas palavras que, ao mesmo tempo, chamavam minha atenção e me distanciavam da leitura. Palavras como: talento, imaginação, pais letrados, cantor, Vinicius de Moraes, timidez, orador, inspiração etc. Com estas palavras, e a inexplicável conexão que minha mente fez entre elas, lembrei-me de Chico Buarque de Holanda. Comecei então a imaginar como seria o relacionamento entre ele e seu pai historiador... Quando e como foi que ele descobriu que gostava de escrever e de compor... Lembrei da poesia em suas músicas... Então parei! Parei porque percebi que havia me distanciado de minha leitura e do objetivo de compreender os textos. Quais textos? Foi quando me dei conta dos caminhos tortuosos por onde minha mente vagava enquanto eu lia. Era como se existissem dois textos simultâneos em minha mente, o que estava lendo e o que estava imaginando.
terça-feira, 9 de março de 2010
DOM DA ESCRITA
Será possível não recebermos um determinado talento, como o da escrita? As primeiras informações que temos a respeito das habilidades humanas têm sua origem na bíblia (Matheus, 25) e não faz nenhuma menção de que haja algum ser humano que não seja agraciado com um dom. Contudo nota-se que pode haver uma variação, no grau e intensidade, que este se apresenta para cada indivíduo e cuja descoberta e aprimoramento dependem do empenho de cada um.
Ao longo de nossas vidas, a forma com que nos relacionarmos com este talento pode apresentar certa inconstância. Há casos em que se possui o dom, mas este permanece adormecido e talvez nunca venha a despertar. Outros em que se permite aflorar, mas não se cultiva, por falta de incentivo ou de confiança, e até deixa-se podar. Por fim, mas raramente, pode se apresentar uma habilidade extraordinária, com força e intensidade avassaladoras, acabando por fazer com que estes indivíduos se destaquem entre os demais.
Portanto, independente da força e intensidade do dom que possuímos, assim como das experiências que tivemos, sempre é possível, através de muito empenho e da utilização de técnicas apropriadas, aperfeiçoar-se e, conseqüentemente, redescobrir-se no universo da escrita.
Ao longo de nossas vidas, a forma com que nos relacionarmos com este talento pode apresentar certa inconstância. Há casos em que se possui o dom, mas este permanece adormecido e talvez nunca venha a despertar. Outros em que se permite aflorar, mas não se cultiva, por falta de incentivo ou de confiança, e até deixa-se podar. Por fim, mas raramente, pode se apresentar uma habilidade extraordinária, com força e intensidade avassaladoras, acabando por fazer com que estes indivíduos se destaquem entre os demais.
Portanto, independente da força e intensidade do dom que possuímos, assim como das experiências que tivemos, sempre é possível, através de muito empenho e da utilização de técnicas apropriadas, aperfeiçoar-se e, conseqüentemente, redescobrir-se no universo da escrita.
segunda-feira, 1 de março de 2010
DESPERTAR
A partir do momento que soube que teria de postar textos neste blog, comecei, meio que automaticamente, a pensar sobre o que iria escrever e como iria fazê-lo. O estranho foi que quando me dei conta, estava desenvolvendo uma espécie de diálogo com um eu que não sei há quanto tempo habita em minha mente e que, até certo ponto, desconhecia. A partir deste contato com meu eu imaginário, comecei a criar meus futuros textos, redigindo–os mentalmente, com o intuito de organizar meus pensamentos, que considero um tanto quanto desconexos. Talvez isto se dê devido ao fato de estar sempre questionando o que é real e o que é imaginário, o que é loucura e o que é sanidade. Foi exatamente neste ponto que me identifiquei com “a louca da casa”. Tenho plena consciência de que não sou uma boa escritora e nem tenho pretensão de sê-la. O que sei é que as idéias e as palavras fluem em minha mente de uma forma espontânea, o que me dá muito prazer. Não tenho limites para minha imaginação, nem preocupação sobre o que vou escrever. É como se minha mente estivesse aberta para escrever sobre o que quiser , quando quiser, pois despertou para o prazer de escrever.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
ESCOLHA
Sempre que ia a uma livraria e observava suas inúmeras prateleiras com seus incontáveis livros, duas questões me vinham à mente: quais fatores levavam os escritores a decidirem escrever tais livros e quais as motivações e os critérios que levavam os leitores a adquiri-los. E aqui estou com uma lista de oito livros e tendo que optar somente por um. Que critérios utilizar? Por onde começar?
Após uma rápida explanação sobre a abordagem de cada autor, simpatizei-me com dois deles, dado que quando pequena me encantava com narrativas irreais, criadas a partir da imaginação e, atualmente, me fascina essa fronteira nebulosa que existe entre o mundo real e o mundo imaginário.
Para auxiliar minha tomada de decisão, optei por ler um trecho de cada um dos livros, e tal foi minha surpresa quanto à reação que tive a leitura de cada um deles. Não me identifiquei muito com a narrativa do primeiro e fiquei deslumbrada pela viagem proposta pelo segundo. Portanto, partindo do pressuposto de que a leitura deve ser uma atividade prazerosa, classificaria os livros que escolhi como o que tenho que ler e o que gostaria de ler.
Do pouco que li até o momento do livro, que gostaria de ler, fiquei muito interessada na maneira criativa que a autora utilizou para sugerir uma reflexão a respeito da inspiração e do processo da criação artística de um texto, assim como a forma romanceada que descreve suas memórias.
Após uma rápida explanação sobre a abordagem de cada autor, simpatizei-me com dois deles, dado que quando pequena me encantava com narrativas irreais, criadas a partir da imaginação e, atualmente, me fascina essa fronteira nebulosa que existe entre o mundo real e o mundo imaginário.
Para auxiliar minha tomada de decisão, optei por ler um trecho de cada um dos livros, e tal foi minha surpresa quanto à reação que tive a leitura de cada um deles. Não me identifiquei muito com a narrativa do primeiro e fiquei deslumbrada pela viagem proposta pelo segundo. Portanto, partindo do pressuposto de que a leitura deve ser uma atividade prazerosa, classificaria os livros que escolhi como o que tenho que ler e o que gostaria de ler.
Do pouco que li até o momento do livro, que gostaria de ler, fiquei muito interessada na maneira criativa que a autora utilizou para sugerir uma reflexão a respeito da inspiração e do processo da criação artística de um texto, assim como a forma romanceada que descreve suas memórias.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
O PRAZER DA LEITURA
Um livro. A única resposta que obtive da minha filha de nove anos de idade quando lhe perguntei o que gostaria de ganhar como presente de Natal. Inicialmente fiquei intrigada com sua resposta, pois se tratava de um livro de aproximadamente trezentas páginas e exigiria certa dedicação de sua parte. Depois me questionei por que não incentivá-la dado que sempre demonstrou muito interesse pela leitura de um modo geral como também determinada a fazê-lo.
Sempre tentei incentivar em minhas filhas a vontade e a curiosidade pela leitura, no entanto percebi que cada uma delas respondeu aos meus estímulos de forma completamente diferente. Com minha filha de sete anos de idade senti muita dificuldade no que diz respeito ao hábito e à escolha dos temas de leitura, visto que se mostrou desde muito cedo extremamente seletiva, não permitindo sugestões e intervenções.
Acredito ser de extrema importância que a leitura seja considerada como uma atividade prazerosa para tornar-se um hábito e conseqüentemente contribuir para a melhoria da comunicação escrita e verbal. Penso que a diversidade que encontro em minha casa seja apenas uma pequena amostra do universo que uma professora encontra em uma sala de aula e portanto um grande desafio.
Sempre tentei incentivar em minhas filhas a vontade e a curiosidade pela leitura, no entanto percebi que cada uma delas respondeu aos meus estímulos de forma completamente diferente. Com minha filha de sete anos de idade senti muita dificuldade no que diz respeito ao hábito e à escolha dos temas de leitura, visto que se mostrou desde muito cedo extremamente seletiva, não permitindo sugestões e intervenções.
Acredito ser de extrema importância que a leitura seja considerada como uma atividade prazerosa para tornar-se um hábito e conseqüentemente contribuir para a melhoria da comunicação escrita e verbal. Penso que a diversidade que encontro em minha casa seja apenas uma pequena amostra do universo que uma professora encontra em uma sala de aula e portanto um grande desafio.
