A leitura dos textos Memórias de Livros de João Ubaldo Ribeiro e Leitura de Graciliano Ramos, além de possibilitar conhecer um pouco das memórias de infância desses autores me fez pensar a respeito do gosto pela leitura e pela escrita.
No caso de João Ubaldo, nota-se que este veio de uma família que possuía um bom poder aquisitivo e uma espécie de tradição do habito da leitura. Observa-se também que este relata tanto sua relação com seu pai quanto sua relação com a leitura de forma carinhosa, o que acaba por refletir em um texto leve e mais descontraído.
Em contrapartida, o primeiro contato de Graciliano Ramos com a leitura, assim como seu relacionamento com seu pai, parece ser tenso e cheio de dor. Esse sentimento também é passado através de seu texto, que me parece repleto de sofrimento.
Sempre considerei que a leitura e a escrita deveriam ser experiências prazerosas e que, para que tivessem continuidade era preciso que se respeitasse o tempo da cada indivíduo, ou seja, não se impusesse seu aprendizado. No entanto, pude observar que com relação aos autores lidos suas experiências (boas ou não) e o ambiente em que viveram acabaram por influenciar em seu estilo, mas não em sua dedicação pela leitura e pela escrita.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
domingo, 20 de junho de 2010
REFLEXÃO - O ATO DE ESCREVER
Após o conhecimento e a reflexão sobre o processo cognitivo da escrita, quais são os benefícios deste estudo na prática da escrita? (Renata Padilha)
Considerando que estamos no final desta Oficina de Escrita e Leitura e após realizarmos uma série de postagens, penso ser interessante conhecer estudos sobre o processo cognitivo da escrita. Acredito que estes nos auxiliem a refletir a não somente a respeito de nossos processos de escrita e de nossa busca por responder nosso problema retórico, mas sobretudo em avaliar nosso aperfeiçoamento e nossos progressos adquiridos ao longo do curso.
Considerando que estamos no final desta Oficina de Escrita e Leitura e após realizarmos uma série de postagens, penso ser interessante conhecer estudos sobre o processo cognitivo da escrita. Acredito que estes nos auxiliem a refletir a não somente a respeito de nossos processos de escrita e de nossa busca por responder nosso problema retórico, mas sobretudo em avaliar nosso aperfeiçoamento e nossos progressos adquiridos ao longo do curso.
REFLEXÃO - HIPERTEXTO
Hoje em dia, vivemos em uma sociedade em que a tecnologia está cada vez mais presente. Com a chegada do hipertexto, como podemos usufruir da melhor maneira possível de suas ferramentas, afim de aumentar o conhecimento/informação sobre o assunto abordado? (Barbara)
Acredito que a importância do hipertexto enquanto uma ferramenta de pesquisa tecnologicamente avançada seja inquestionável. No entanto, com relação à sua utilização para aquisição de conhecimento, creio que haja tanto pontos positivos quanto negativos.
Um fator que considero positivo se refere a sua utilização para a realização de uma pesquisa básica a respeito de um determinado assunto, ou seja, à aquisição de conhecimentos gerais. Neste caso, após essa pesquisa inicial, esses conhecimentos poderiam ser complementados e aprofundados através de outras fontes como, por exemplo, através de livros. Outra possibilidade de utilização seria à busca por ilustrações, uma vez que a internet possui uma grande quantidade de imagens. Estas poderiam ser utilizadas tanto para complementar quanto para se iniciar um trabalho de pesquisa.
Em contrapartida, considero negativo pensar nessa ferramenta como sendo a única fonte de pesquisa e aquisição de conhecimento, ou seja, ignorar a existência de outras possibilidades de se obter uma determinada informação. Quando isto ocorre, pode-se ter tanto o limitar do saber quanto a obtenção de informações equivocadas, uma vez que, devido ao fato desta ser a única fonte de conhecimento, passa-se a acreditar em todas as informações fornecidas por ela.
Sendo assim, visando que os alunos tenham um conhecimento de qualidade, penso ser de extrema importância que o educador os ensine não somente a compreender o hipertexto como uma ferramenta, mas também como utilizá-lo de forma apropriada.
Acredito que a importância do hipertexto enquanto uma ferramenta de pesquisa tecnologicamente avançada seja inquestionável. No entanto, com relação à sua utilização para aquisição de conhecimento, creio que haja tanto pontos positivos quanto negativos.
Um fator que considero positivo se refere a sua utilização para a realização de uma pesquisa básica a respeito de um determinado assunto, ou seja, à aquisição de conhecimentos gerais. Neste caso, após essa pesquisa inicial, esses conhecimentos poderiam ser complementados e aprofundados através de outras fontes como, por exemplo, através de livros. Outra possibilidade de utilização seria à busca por ilustrações, uma vez que a internet possui uma grande quantidade de imagens. Estas poderiam ser utilizadas tanto para complementar quanto para se iniciar um trabalho de pesquisa.
Em contrapartida, considero negativo pensar nessa ferramenta como sendo a única fonte de pesquisa e aquisição de conhecimento, ou seja, ignorar a existência de outras possibilidades de se obter uma determinada informação. Quando isto ocorre, pode-se ter tanto o limitar do saber quanto a obtenção de informações equivocadas, uma vez que, devido ao fato desta ser a única fonte de conhecimento, passa-se a acreditar em todas as informações fornecidas por ela.
Sendo assim, visando que os alunos tenham um conhecimento de qualidade, penso ser de extrema importância que o educador os ensine não somente a compreender o hipertexto como uma ferramenta, mas também como utilizá-lo de forma apropriada.
REFLEXÃO - O ATO DE LER
“O não-leitor, diante de um texto escrito, não o compreende diretamente. Vê-se obrigado a transformá-lo em mensagem oral; é essa mensagem que ele entenderá. Esse trabalho de transformação é extremamente demorado e difícil, e não é possível, portanto, abordar dessa maneira um livro de trezentas páginas”.
A partir do trecho extraído do Livro A leitura em Questão de Jean Foucambert, elabore uma reflexão sobre o que seria transformar um texto escrito em mensagem oral e sobre qual a relação desse tipo de leitura com o gosto por livros e por textos escritos em geral. (Larissa)
Quando penso na transformação de um texto escrito em mensagem oral, logo me vem à mente a figura dos contadores de histórias. Estes profissionais têm o dom de passar oralmente a mensagem do texto escrito. No entanto acredito que estes também incitam a curiosidade e podem vir a incentivar o gosto pela leitura, pela aquisição de conhecimento.
Se pensarmos no ensino da escrita e da leitura, também podemos observar que os professores, assim como os contadores de histórias, comumente se utilizam da transformação de um texto escrito em mensagem oral. Com esta prática eles não só ensinam seus alunos, mas também podem incentivá-los a ler, mesmo que estes ainda não saibam ler.
A partir do trecho extraído do Livro A leitura em Questão de Jean Foucambert, elabore uma reflexão sobre o que seria transformar um texto escrito em mensagem oral e sobre qual a relação desse tipo de leitura com o gosto por livros e por textos escritos em geral. (Larissa)
Quando penso na transformação de um texto escrito em mensagem oral, logo me vem à mente a figura dos contadores de histórias. Estes profissionais têm o dom de passar oralmente a mensagem do texto escrito. No entanto acredito que estes também incitam a curiosidade e podem vir a incentivar o gosto pela leitura, pela aquisição de conhecimento.
Se pensarmos no ensino da escrita e da leitura, também podemos observar que os professores, assim como os contadores de histórias, comumente se utilizam da transformação de um texto escrito em mensagem oral. Com esta prática eles não só ensinam seus alunos, mas também podem incentivá-los a ler, mesmo que estes ainda não saibam ler.
segunda-feira, 14 de junho de 2010
PERGUNTA - O ATO DE LER
Ao conceber a atividade da leitura como sendo um diálogo que se estabelece entre o leitor e o autor através do texto, nos deparamos com uma pluralidade da leituras. Em sua opinião, quais os pontos positivos e negativos desse fato para o ensino da leitura?
domingo, 13 de junho de 2010
REFLEXÃO - HISTÓRIA DA LEITURA
"O texto 'A história da leitura', apresenta a passagem da leitura oral para a silenciosa, colocando a leitura silenciosa em evidencia como um ganho histórico. Com base no texto e levando em consideração suas experiências pessoais, reflita sobre a diferente sensação, interpretação e atenção que se dá a um texto lido silenciosamente por você, e um lido em voz alta para você." (Samanta)
Através dos textos da Oficina de Escrita e Leitura e das leituras do curso como um todo, pude pensar bastante a respeito de meu processo de leitura. Observar qual a leitura, oral ou silenciosa, seria a mais adequada, de acordo com o tipo de texto a ser lido, foi um exercício bem interessante. Neste processo de reflexão pude perceber, por exemplo, que a leitura oral se adapta melhor no caso de textos que considero de difícil interpretação, uma vez que este tipo de leitura aumenta minha atenção e concentração. Por outro lado, notei que a utilização da leitura silenciosa é mais apropriada para textos cuja compreensão é mais simples. No entanto, observei que, independente da leitura ser silenciosa ou oral, necessito de um ambiente silencioso para realizá-la.
Através dos textos da Oficina de Escrita e Leitura e das leituras do curso como um todo, pude pensar bastante a respeito de meu processo de leitura. Observar qual a leitura, oral ou silenciosa, seria a mais adequada, de acordo com o tipo de texto a ser lido, foi um exercício bem interessante. Neste processo de reflexão pude perceber, por exemplo, que a leitura oral se adapta melhor no caso de textos que considero de difícil interpretação, uma vez que este tipo de leitura aumenta minha atenção e concentração. Por outro lado, notei que a utilização da leitura silenciosa é mais apropriada para textos cuja compreensão é mais simples. No entanto, observei que, independente da leitura ser silenciosa ou oral, necessito de um ambiente silencioso para realizá-la.
REFLEXÃO - A INVENÇÃO DA ESCRITA
"A escrita cuneiforme possibilitou maiores nuances de sentidos e matizes de significados, possibilitando assim o registro de uma literatura muito mais rica e complexa. A sofisticação na escrita aumentou muito, mas será que a escrita pode ser considerada tão rica ou eficiente quanto a nossa linguagem oral?" (Renata Catib)
A sofisticação da escrita acabou por levá-la a assumir um papel de destaque frente à linguagem oral. Um dos fatores que contribuiu para essa valorização foi sua dependência de leitores para decifrá-la, assim como a escassez destes. Outro fato importante ao longo da história da escrita, relatado no texto Os Livros na Idade Média, foi a dificuldade do acesso ao livro durante aquela época, passando a relacionar a escrita ao saber.
A linguagem oral, em contrapartida, é uma forma natural de comunicação, é de propriedade de todos, e possui a simplicidade como uma de suas peculiaridades mais marcantes. Além dessas características possui uma riqueza cultural que, infelizmente, são ignoradas e menosprezadas. Sendo assim, acredito que a valorização da escrita frente à linguagem oral seja mais uma questão cultural, que veio se formando ao longo da história.
A sofisticação da escrita acabou por levá-la a assumir um papel de destaque frente à linguagem oral. Um dos fatores que contribuiu para essa valorização foi sua dependência de leitores para decifrá-la, assim como a escassez destes. Outro fato importante ao longo da história da escrita, relatado no texto Os Livros na Idade Média, foi a dificuldade do acesso ao livro durante aquela época, passando a relacionar a escrita ao saber.
A linguagem oral, em contrapartida, é uma forma natural de comunicação, é de propriedade de todos, e possui a simplicidade como uma de suas peculiaridades mais marcantes. Além dessas características possui uma riqueza cultural que, infelizmente, são ignoradas e menosprezadas. Sendo assim, acredito que a valorização da escrita frente à linguagem oral seja mais uma questão cultural, que veio se formando ao longo da história.
