quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

ESCOLHA

Sempre que ia a uma livraria e observava suas inúmeras prateleiras com seus incontáveis livros, duas questões me vinham à mente: quais fatores levavam os escritores a decidirem escrever tais livros e quais as motivações e os critérios que levavam os leitores a adquiri-los. E aqui estou com uma lista de oito livros e tendo que optar somente por um. Que critérios utilizar? Por onde começar?

Após uma rápida explanação sobre a abordagem de cada autor, simpatizei-me com dois deles, dado que quando pequena me encantava com narrativas irreais, criadas a partir da imaginação e, atualmente, me fascina essa fronteira nebulosa que existe entre o mundo real e o mundo imaginário.

Para auxiliar minha tomada de decisão, optei por ler um trecho de cada um dos livros, e tal foi minha surpresa quanto à reação que tive a leitura de cada um deles. Não me identifiquei muito com a narrativa do primeiro e fiquei deslumbrada pela viagem proposta pelo segundo. Portanto, partindo do pressuposto de que a leitura deve ser uma atividade prazerosa, classificaria os livros que escolhi como o que tenho que ler e o que gostaria de ler.

Do pouco que li até o momento do livro, que gostaria de ler, fiquei muito interessada na maneira criativa que a autora utilizou para sugerir uma reflexão a respeito da inspiração e do processo da criação artística de um texto, assim como a forma romanceada que descreve suas memórias.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

O PRAZER DA LEITURA

Um livro. A única resposta que obtive da minha filha de nove anos de idade quando lhe perguntei o que gostaria de ganhar como presente de Natal. Inicialmente fiquei intrigada com sua resposta, pois se tratava de um livro de aproximadamente trezentas páginas e exigiria certa dedicação de sua parte. Depois me questionei por que não incentivá-la dado que sempre demonstrou muito interesse pela leitura de um modo geral como também determinada a fazê-lo.
Sempre tentei incentivar em minhas filhas a vontade e a curiosidade pela leitura, no entanto percebi que cada uma delas respondeu aos meus estímulos de forma completamente diferente. Com minha filha de sete anos de idade senti muita dificuldade no que diz respeito ao hábito e à escolha dos temas de leitura, visto que se mostrou desde muito cedo extremamente seletiva, não permitindo sugestões e intervenções.
Acredito ser de extrema importância que a leitura seja considerada como uma atividade prazerosa para tornar-se um hábito e conseqüentemente contribuir para a melhoria da comunicação escrita e verbal. Penso que a diversidade que encontro em minha casa seja apenas uma pequena amostra do universo que uma professora encontra em uma sala de aula e portanto um grande desafio.